A ciência em diálogo com a cidade na Fachada Digital – Espaço do Conhecimento UFMG
 
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Fachada Digital celebra 90 anos de história da UFMG

 

 

A história começa com a união de quatro escolas de ensino superior, projeto ousado da concepção da primeira universidade do estado. De lá para cá, os rankings não pararam de crescer: hoje, a UFMG conta com 700 grupos de pesquisa, mais de mil patentes registradas e quase 2 mil ações de extensão. Entretanto, a produção de conhecimento nesses 90 anos vai muito além dos números.

Entre projetos de pesquisa e extensão, há o compartilhar de saberes, a troca de sonhos e ideias e a atuação social engajada. Em comemoração às nove décadas da Universidade Federal de Minas Gerais em 2017, o Espaço do Conhecimento UFMG apresenta a chamada temática UFMG 90 Anos: A Pesquisa Científica e Cultural, que tem por objetivo tornar o conhecimento acessível à população. Imagens e sons irão ocupar a Fachada Digital de 17 de julho a 23 de setembro, das 18h às 22h.

Serão apresentadas 21 produções de professores, alunos e funcionários da UFMG, que tratam de temas variados de pesquisa e extensão, passando pelas ciências exatas, biológicas, sociais e humanas.


Dentro e fora da universidade
Durante o mês de julho, a descoberta começa por um museu virtual, no qual é possível conhecer a memória e as oralidades populares sem precisar tirar os pés do chão. Dali, o público é levado à pesquisa interdisciplinar de geografia humanista na região central do estado. Mais ao norte, uma incursão no universo de Guimarães Rosa fica por conta do turismo. Na Serra do Espinhaço, a fotografia se propõe a preservar a mais longa cadeia de montanhas do país. Por fim, unindo natureza e tecnologia, sistemas promovem interação entre espaços físicos e computação.

Do fim de julho à primeira semana de agosto, a Fachada traz o grito de socorro dos povos Guarani e Kaiowa no processo de retomada de suas terras. E a dança promove o encontro de corpos, imagens e sons, extrapolando os muros da universidade.

Em agosto, formas de inscrição no ambiente urbano revelam novos olhares sobre a cidade através da fotografia e da dança. Na região metropolitana da capital, projetos atuam no fortalecimento de práticas agrícolas. Em seguida, a história e a memória da medicina, assim como seus procedimentos técnicos, mitos e verdades, ganham destaque. E tratamentos alternativos para doenças e transtornos são apresentados por meio de plantas e músicas.

A cidade com suas lutas e disputas também é palco das produções. Em setembro, última semana da chamada, vídeos e imagens tematizam os conflitos que levaram a população às ruas em 2013. Longe dos centros urbanos, o som figura as memórias do Velho Chico, o Rio São Francisco, através das lembranças de moradores de cidades ribeirinhas.

 

Confira a programação completa aqui.