À Margem: Água, Cultura e Território – Espaço do Conhecimento UFMG
 
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Um passeio pelo rio que ajudou Minas Gerais a ter um status importante nessa imensidão que é o Brasil foi a proposta dessa exposição, que entrou em cartaz em março de 2017. Uma parceria com o projeto de extensão da UFMG Manuelzão, À Margem: Água, Cultura e Território contou a história dessas águas, cruciais para o surgimento de Belo Horizonte.

Os visitantes foram convidados a entender o caminho do rio, desde sua nascente até seu curso por campos e cidades, e a compreender como, no lugar de áreas verdes preservadas, vieram esgoto, resíduos industriais, agrotóxicos e assoreamento.

À Margem ofereceu ao visitante uma instalação feita com cordas que reproduzia a grandeza da bacia. Uma experiência sensorial que mostrou algumas cidades margeadas pelo rio e seus afluentes, evidenciando aspectos positivos e negativos dessa relação.

Ao lado, outra instalação refletiu como o vínculo com o Rio das Velhas gerou narrativas que ajudaram a construir sua forte identidade. O Bumba Meu Boi, em Santa Luzia, ou as poesias de Guimarães Rosa são exemplos de como costumes locais ajudam no resgate da memória em busca de soluções para que os mineiros possam coexistir com essas águas de forma harmônica.

A exposição também teve a instalação Mapa Colaborativo, composto por dois mapas: um deles mostrava a Belo Horizonte planejada; já o segundo apresentava a capital mineira atual, revelando por onde passam os córregos. Neste, os visitantes puderam deixar suas impressões sobre a importância da Bacia das Velhas, indicando quais atividades gostariam de desenvolver às suas margens, como beber água, nadar ou fazer um piquenique.

A curadoria científica foi de Marcus Vinicius Polignano e Lila Gaudêncio. A Coordenadora do Núcleo de Expografia do Espaço, Tereza Bruzzi, foi a curadora artística da mostra.