Café Controverso: febre amarela – Espaço do Conhecimento UFMG
 
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Febre amarela e eficácia da vacinação são debatidas no Café Controverso

 

 

Em meio ao surto de febre amarela, que já foi causa do óbito de 108 pessoas em Minas Gerais, especialistas e público se reúnem neste sábado, 24 de março, no Café Controverso: Saúde em Pauta para discutir o tema Febre amarela: a vacina é eficaz?, a partir das 11h. A primeira edição do ano da série especial Saúde em Pauta do projeto Café Controverso, uma parceria entre o Espaço do Conhecimento da UFMG e o Instituto Unimed-BH, apresentará ao público visões de áreas distintas sobre a eficácia da vacina e o comportamento da doença, com um caráter informativo.

O último boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde, em 06 de março, revela que, até o momento, em Minas Gerais, foram confirmados 320 casos de febre amarela. Outros 624 casos estão sob investigação. Dados oficiais informam, ainda, que cerca de dois milhões de pessoas não receberam imunização no estado. Para discutir os mitos relativos à vacina, o Café Controverso contará com a participação da médica membro da Sociedade Mineira de Infectologia Tânia Marcial e do professor da Faculdade de Saúde e Ecologia Humana José Geraldo Leite Ribeiro. O evento será mediado pela professora titular aposentada da Faculdade de Medicina da UFMG Rocksane Norton.

“A eficiência da vacina é de mais de 95%, quando tomada a partir de um ano de idade, e de aproximadamente 87% a partir de nove meses, idade indicada para imunização de rotina. Os efeitos adversos graves são raríssimos, enquanto a letalidade da doença é de cerca de 50%, e apenas casos de gestantes, portadores de doenças crônicas e idosos devem passar por indicação médica. A vacinação é uma intervenção importante na redução do impacto da doença, pois, ao serem vacinadas, aquelas pessoas não são as únicas beneficiadas, e sim toda a sociedade devido à redução da possibilidade de disseminação”, informa Tânia Marcial.

Prevenção
A especialista explica que febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores. A forma silvestre ocorre quando um mosquito pica um macaco contaminado e transmite para uma pessoa. No caso da urbana, o Aedes Aegypti pica uma pessoa contaminada e transmite para outra pessoa.

“O atual surto envolveu predominantemente homens adultos, que, culturalmente, têm menor disciplina no cuidado com a saúde, incluindo a cobertura vacinal. É importante esclarecer que as formas silvestre ou urbana não estão relacionadas ao local de residência das pessoas, e sim ao vetor envolvido. Os casos de febre amarela registrados até o momento foram transmitidos pelo mosquito silvestre, e a vacinação é a melhor forma de prevenção. No caso do Aedes Aegypti, a eliminação dos reservatórios também é fundamental, pois o mosquito pode transmitir, além da febre amarela, doenças como a dengue, chikungunya e zika”, orienta o professor da Faculdade de Saúde e Ecologia Humana José Geraldo Leite Ribeiro.

 

 

 

Café Controverso: Saúde em Pauta
Tema: Febre amarela: a vacina é eficaz?
Quando: Sábado, 24 de março, às 11h
Onde: Cafeteria do Espaço do Conhecimento UFMG – Praça da Liberdade, 700, Funcionários, BH
Entrada gratuita